domingo, 26 de maio de 2013

Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas - CAPS ad

  •  CAPS ad Flor de Lótus
  • Endereço: Q. 312, Conj H casa 12 - Santa Maria Norte/ DF
  • Área de Abrangência: Santa Maria, Gama
  • Público Alvo: Adultos acima de 18 anos com uso nocivo (abuso/ dependência) de álcool ou drogas.
  • Programas/ Projetos: Acolhimento, grupos informativos e de psicoeducação, grupo de família, grupo psicoterápico, automassagem, atendimentos individuais de psicologia, enfermagem e psiquiatria e visita domiciliar.
  • Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta de 7h às 19h
  • Acesso: Acolhimento diário, exceto quinta à tarde.
  • Documentação necessária: Cartão SUS, documento de identidade e comprovante de residência

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Santa Maria teve carnaval diferente


Hoje, sexta-feira (08), o CAPS-AD Flor de Lótus, de Santa Maria reuniu seu grupo de foliões em um desfile de carnaval pelas ruas da cidade com o “Bloco de Carnaval Sem Drogas”, formado pelos pacientes do Centro, que oferece tratamento contra a dependência de álcool e outras drogas. Além dos inúmeros motivos para comemorar, o bloco carnavalesco também vê na ação preventiva uma oportunidade de estimular a adesão de pacientes e facilitar o processo de conscientização da comunidade.

O bloco saiu do CAPS, na quadra 312, conjunto H, casa 12 e seguiu para a praça que abriga a imagem da santa que dá nome à cidade, situada entre o 26º Batalhão da PM e o Fórum. A folia teve ainda a participação do artista Apagão, que faz um trabalho bem humorado ao criar paródias musicais e de bonecos gigantes da companhia Voar Teatro de Bonecos.

Segundo o gerente do CAPS, Ademário Britto, além dos motivos naturais para a comemoração da festa carnavalesca, a ideia da intervenção cultural também é trazer temas relevantes para a sociedade e reunir parceiros e usuários do centro, bem como seus familiares e a comunidade local.

“É importante reunir todos porque hoje o modelo de tratamento da dependência química é inclusivo e precisa ajudar a sociedade a romper com os preconceitos para cuidar do usuário”, explica Ademário. Segundo o gerente o preconceito sofrido pelos dependentes químicos ainda tem impacto no momento de um possível paciente procurar o CAPS. “Muitos deixam de buscar tratamento por medo de se expor”, esclarece.

O momento será aproveitado ainda para a realização de uma campanha informativa e de esclarecimentos relacionados às Doenças Sexualmente Transmissíveis e ao uso de drogas, incluindo o crack. Ao longo de toda festa forão distribuídos preservativos e materiais impressos com informações sobre os dois temas.

O evento foi uma realização do CAPS-AD Flor de Lotus e contou com o apoio de parceiros como o CRAS, o Ministério Público, a Administração, Secretaria de justiça e do Conselho nacional de entorpecentes.

Confira as marchinhas criadas pelos usuários do CAPS ad Flor de Lótus:

Felicidade

Amanhece um dia a mais
Que eu quero viver em paz
Sigo cantando com esperança
Relembrando meus tempos de criança
A tarde vem de mansinho
Continuo seguindo meu caminho
Sou forte e sou valente
Vamos em frente que o CAPS tá com a gente
Amanhece um dia a mais
Que eu quero viver em paz
Sigo cantando com esperança
Relembrando meus tempos de criança
Chega a noite sou dono do meu destino
Sob a lua a me iluminar
Com o CAPS e persistência
Reconquisto a minha independência
Amanhece um dia a mais
Que eu quero viver em paz
Sigo cantando com esperança
Relembrando meus tempos de criança.

Flor de Lótus

No mais lamacento pântano
Na mais sublime solidão
Derramei todo meu pranto
Na mais sublime solidão
No CAPS Flor de Lótus
Encontrei amigos de coração
De repente, não mais que de repente
Todos me deram a mão
Renasci não sem dor
Com mais puro amor
Fonte: Secretaria de Saúde do DF







Fonte com adaptações: http://www.clicabrasilia.com.br/site/hotsites/carnaval2013/noticia_integra.php?id=118

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Endereço do CAPS ad Flor de Lótus de Santa Maria
Quadra 312, conjunto H, casa 12.
Telefone: (61) 3394-3968

Projeto realizado no Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e outras Drogas (CAPS ad) de Santa Maria utiliza poesia e literatura para tratar dependentes químicos.

A dificuldade para lidar com temas delicados como o vício em drogas e álcool foi o que motivou a psicóloga Glacy Calassa a criar o programa ‘Refaça sua História’. A iniciativa, realizada no Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e outras Drogas (CAPS ad) de Santa Maria, região do Entorno do Distrito Federal, trabalha o trauma e a existência dos adictos por meio do fomento à leitura.
Segundo Glacy, a ideia surgiu porque o CAPS é basicamente composto por homens, com idade superior a 18 anos. “Vimos uma dificuldade de eles falarem sobre conflitos vivenciados. Por isso, pensamos na poesia e na literatura como formas deles falarem utilizando os traumas dos personagens para expressarem o que sentem”, revela.
As sessões começam com a apresentação de uma história, texto ou poema. Só depois inicia a discussão sobre o tema, intermediada pela psicóloga Glacy e com auxílio do técnico em enfermagem e filósofo, Zezuar Fraga. As avaliações do CAPS apontaram melhora na motivação em relação ao tratamento e fortalecimento das relações interpessoais ao contar uma história em outros contextos sociais, inclusive na comunicação sobre os próprios sentimentos e experiências.
“Nossos resultados indicaram que histórias e poesias constituem um rico recurso terapêutico, pois a palavra e a arte são cheios de significados e facilitam a compreensão sobre temas delicados como lidar com as recaídas, frustrações e os próprios limites”, define a psicóloga.
O trabalho é realizado no Centro de Atenção há aproximadamente um ano, sempre às sextas- feiras, das 14h30 às 16h, com sessões de uma hora de duração. Cada grupo chega a ter 30 pessoas. “Tivemos vários ganhos com essa atividade, o maior deles é incentivar a habilidade de comunicação entre o grupo em outros ambientes. Eles recontam as histórias lidas nas sessões em suas comunidades, gerando uma reflexão sobre o que foi discutido”, afirma a psicóloga.
O CAPS possui uma biblioteca à disposição dos usuários, com aproximadamente 100 obras literárias. “Temos pacientes que não têm o ensino básico e já estão lendo autores famosos. Eles pegam livros e também podem trazer outros para contribuir com nosso acervo. É algo bem dinâmico”, orgulha-se Glacy.
O CAPS de Santa Maria também recebe pessoas de cidades vizinhas, como Luziânia, Recanto das Emas e Valparaíso de Goiás. “São regiões carentes, cercadas pelos problemas sociais e pontos de drogas”, pontua Glacy Calassa. O estabelecimento faz em média 42 atendimentos por dia, todos relacionados a problemas com álcool e drogas.

2ª MOSTRA
O ‘Refaça sua História’ será um dos cinco mil trabalhos apresentados durante a 2ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia. O evento, realizado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), acontece entre os dias 20 e 22 de setembro, no Anhembi, em São Paulo. Mais de 19 mil pessoas já confirmaram presença.
Segundo Glacy Calassa, expor o trabalho do CAPS de Santa Maria na 2a Mostra será uma oportunidade para compartilhar ações de outros centros brasileiros, além de ser palco para uma rede de contatos. “Por meio da história e da poesia outros psicólogos poderão perceber que existem outros instrumentos para enriquecer a prática. Trabalhar com o lúdico é barato, criativo e traz motivação para o paciente”, considera.
A 2ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia marca o ápice das comemorações dos 50 anos da regulamentação da profissão no Brasil. Será um evento rico em experiências, trocas e intercâmbios entre psicólogas, psicólogos e sociedade. A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas no site: http://mostra.cfp.org.br.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 - foi um sucesso!!!

Bloco da Saúde Mental no Carnaval 2012
(16/02/2012 - 18:09)



Um grupo de foliões saiu do Centro de Atenção Psicossocial de Santa Maria (Caps), para se juntar a um bloco de carnaval que invadiu a Rodoviária do Plano Piloto, na última sexta-feira. O primeiro desfile do Bloco da Saúde Mental reuniu cerca de 150 servidores da Secretaria de Saúde e usuários dos Caps que atendem dependentes químicos e pessoas que sofrem transtornos mentais em todo Distrito Federal.
Além de descontração, o mais novo bloco de carnaval de Brasília deu um exemplo claro de engajamento social ao reforçar o compromisso da sociedade com grupos que carregam rótulos desagradáveis e equivocados devido às vulnerabilidades de sua saúde mental. Eleonara Chagas corria do trabalho para casa quando se deparou com o bloco e parou para observar. “Eles tem transtornos mentais? Mas é um bloco igualzinho a esses que a gente vê por aí. Gente cantando, dançando e pulando”, disse a secretária, que também ficou surpresa com a forma bem humorada como o grupo brincava com sua próprio condição. “Eu gostei quando li num estandarte o nome de “Bloco do Rivotril”, afirmou.
Ademário Britto, gerente do Caps Flor de Lótus, de Santa Maria, disse que os preparativos para o carnaval começaram com antecedência. Os usuários do Centro confeccionaram adereços, bolaram fantasias, criaram marchinhas e até uma espécie de alegoria foi construída: o Titanic. Seu idealizador, um ex-usuário de drogas, trazia uma frase com significado especial navio de papelão: não entre neste Titanic, você pode se afundar nele.
Ex-jogador de futebol, o atleta viu a carreira promissora ir por água abaixo ao perder o controle das substâncias que usava. “Comecei com o álcool e o cigarro e depois fui pras drogas mais pesadas. No final usava merla, cocaína e crack, até ouvir de uma médica que, se continuasse daquele jeito, teria só mais alguns meses de vida”.
A previsão dramática feita pela profissional assustou Carlos que decidiu procurar o apoio do Caps. “Minha situação era terrível. Depois de ter sido jogador profissional de futebol, eu não conseguia correr nem dez minutos”, revelou. Hoje, ainda em tratamento, Carlos está há quatro meses sem consumir qualquer tipo de droga. “As crises de abstinência foram difíceis, mas eu precisava recuperar a minha vida, porque agora é ela que está em jogo”. Um jogo que começa a virar. Carlos voltou a jogar futebol e venceu o campeonato amador de Santa Maria. Aos poucos começa a recuperar também o tempo perdido e planejar o futuro. “Eu estava perdendo de 1 a 0 no início da partida, agora eu empatei o jogo e estou indo pro segundo tempo, pronto pra fazer mais um gol e virar a partida”.
Histórias de superação semelhantes dançavam entre os batuques da percussão. Em meio a tanta alegria, o que se via eram apenas pessoas comuns, dispostas a pular carnaval e botar seu próprio bloco na rua.
De acordo com o diretor de Saúde Mental da Secretaria de Saúde, Augusto Cesar Farias, a proposta é integrar os serviços que atendem portadores de transtornos mentais num evento público e aberto à participação da sociedade.  “O carnaval, devido a seu caráter de inclusão social, representa um instrumento ímpar para que essas manifestações, além do aspecto lúdico, se configurem como verdadeiros atos políticos” salienta.
O Bloco da Saúde Mental tem estandarte, fantasias e até marchinha própria.  A música, gravada em estúdio profissional, é uma composição do diretor Augusto Cesar  e do psicólogo e assessor da Disam, Aristótoles de Oliveira Pereira. O refrão destaca o caráter democrático da agremiação ao ressaltar que “Nosso bloco não tem corda/Venha se esbaldar /Cabe eu, cabe você/Cabe quem mais chegar”. 
Letra da marchinha
( Saúde Mental):
Nosso bloco não tem corda
Venha se esbaldar                       REFRÃO
Cabe eu, cabe você 
Cabe quem mais chegar      
Chega junto, vem depressa
Pra brincar, brinquei
nessa festa vale tudo
Ser vassalo ou rei
Nosso bloco não tem corda
Venha se esbaldar                       REFRÃO
Cabe eu, cabe você 
Cabe quem mais chegar      
Brasília já despertou 
pra esse carnaval
Nossa turma traz folia
E Saúde Mental
Nosso bloco não tem corda
Venha se esbaldar                       REFRÃO
Cabe eu, cabe você 
Cabe quem mais chegar     






Assembleia de pacientes do CAPS ad Flor de Lótus –Santa Maria/DF

O CAPS ad Flor de Lótus agora tem assembleia dos pacientes, familiares, servidores e comunidade!!!
A assembleia é um valioso instrumento para a construção de mudanças nos modos de gerir e nas práticas de saúde. A cogestão é um modo de administrar que inclui o pensar e o fazer coletivo, sendo, portanto uma diretriz ética e política que visa democratizar as relações no campo da saúde.
Para o Ministério da Saúde, assembleia é um instrumento de importante relevância para o funcionamento dos CAPS como um lugar de convivência, pois, reúne técnicos, usuários e convidados com o objetivo de discutir, avaliar e propor encaminhamentos para o serviço. É neste espaço em que são problematizadas e levantadas sugestões sobre as atividades, os espaços de convívio e a organização do serviço, o que tem ajudado na melhoria da assistência em saúde mental. Por isso pessoal, não percam tempo, participem e ajudem a melhorar o serviço cada vez mais!!!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Bioética: inscrições abertas para curso a distância

Com mais de mil vagas disponíveis, o curso de Bioética Aplicada às Pesquisas Envolvendo Seres Humanos, na modalidade a distância, dá início a sua primeira turma. Essa formação visa introduzir os participantes na área possibilitando o conhecimento do funcionamento do sistema de pesquisa científica e sua regulamentação (regulação, funcionamento e diferentes papéis), assim como o reconhecimento das questões éticas relevantes da prática da pesquisa científica. O curso, desenvolvido pela ENSP por uma demanda do Conselho Nacional de Saúde (CNS/MS) e com o apoio da Secretaria de Gestão Participativa do Ministério da Saúde, está sob a coordenação do pesquisador do Departamento de Ciências Sociais Sérgio Rego e da professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc/UFRJ) Marisa Palácios, ambos coordenadores do Programa de Pós-Graduação em associação ampla em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS). As inscrições começam nesta sexta-feira (6/1).O edital pode ser acessado pelo link:

http://www.ead.fiocruz.br/_downloads/edital1523v5.pdf